sexta-feira, 19 de março de 2010

Nasceu com o bumbum virado para a lua

Meu primeiro parto aconteceu no finalzinho de 2009, antecipando as festividades de Natal! Calma. Eu não sou mãe ainda... fui (tele)expectadora - sim, vi pela tv - de um nascimento.
Ver uma pessoinha chegando à vida, dar as boas vindas em seus primeiros minutos de vida fora do útero é impagável. Assim foi ver o Daniel chegando. E o danadinho nasceu, como dizem, com o bumbum virado para a lua, literalmente!
Quando cheguei, a mamãe de segunda viagem estava deitadinha de lado, com aquele barrigão e uma aura divina. Seu rosto e seu sorriso transmitiam uma paz sem igual. Contou piadas, estórias engraçadas, falou como era bem tratada naquele hospital e como o lugar parecia mais um hotel. E, realmente, presenciei um tratamento cinco estrelas.
Logo, a enfermeira veio buscá-los - mamãe e papai - para a grande chegada. Fiquei no quarto, aguardando as primeiras imagens da tv-maternidade.
Daniel estava na barriga da mamãe numa posição, digamos, ousada. De costas e com a cabecinha para cima, ele não pode nascer do modo convencional, teve de ser feita uma cirurgia cesariana.
A cirurgia em si não é bonita... confesso que fiquei tensa com as imagens. Mas meu nervosismo acabou quando vi aquele bumbunzinho. E lá estava ele, grande e saudável!
Foi levado à enfermaria. Tomou bainho, vestiu uma roupinha que quase não coube (papai calculou errado o tamanho) e para surpresa da enfermeira, ficou quietinho enquanto o arrumavam. "Esse já nasceu criado", exclamou!
De repente, o momento mais emocionante (depois do parto, claro): Daniel abriu os olhinhos!!! Algumas pessoas diriam que não. Mas é que ele é nipon!

Aromas e suas sensações... Cheiro do gosto???

Que o olfato é um dos cinco sentidos, isso todo mundo está cansado de saber. No entanto, esse sentido está relacionado mais que a apenas odores, mas também a recordações e associações. Com freqüência sentimos o cheiro de um perfume que nos lembra alguém, um lugar, um momento... Esse sentido está diretamente ligado às emoções e ao depósito de memórias.
Aroma também tem gosto. E alguns têm gosto de coisas que nunca sequer provamos. Explico. Participei de um exercício em que o objetivo era sentir a fragrância de algumas ervas. Com a valeriana tive a sensação de estar sentindo o cheiro do gosto do mofo. Graças a Deus, nunca provei mofo! Já o óleo de copaíba tem cheiro de gosto de madeira. Vai entender...
Ao sentir pela primeira vez a fragrância da noz moscada tive a sensação de que o cheiro era de hortelã. Cheirei novamente e meu olfato me convenceu de que era aroma de eucalipto, como aquele desinfetante pinho sol, mas mais suave, cheiro de limpeza. Já o eucalipto mesmo, ao senti-lo, fechei os olhos e me imaginei numa sauna. Que cheiro delicioso! Ao contrário da noz moscada, sua versão moída tem fragrância bem forte, lembrando o açafrão.
O hibisto me decepcionou. Diante de tantos aromas fortes e marcantes, lá estava ele, fraquinho, quase inexistente. O saquinho plástico em que estava tinha o odor mais acentuado que o dele.
Tendo em vista a adaptação, o olfato tem grande vantagem em relação ao paladar: não é necessário ter contato direto com o objeto que está sendo percebido para que haja estímulo. Entretanto, não contive a curiosidade e, além de cheirar, provei o aniz estrelado. O aroma é de erva doce. Pensei logo, "cheiro bom, gosto bom". Para o paladar foi uma surpresa. Um misto de sabores encheram minha boca de sensações. No início doce, passando para azedo e, por fim, amargo! Incrível. Não era gosto bom, nem ruim, mas diferente.
Admito que essa foi uma experiência muito interessante. Eu não tenho costume de sentir o aroma de coisas que não como. E não tinha idéia alguma de que cheiro tinha a alfazema, por exemplo, ou um imbiriba. O primeiro é realmente enjoativo e, mais uma vez envolvendo um suposto paladar, tem aroma doce. Já o segundo, é bem fraco e suave.
Nosso olfato possui grande capacidade de adaptação, bastando pouco tempo para que nos acostumemos com a fragrância sentida e logo o odor que antes parecia muito forte ou ruim passa a ser quase imperceptível. Ainda bem.