quinta-feira, 15 de julho de 2010

Decidi Triunfar...

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...

Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor E que talvez eu nunca tenha sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde.

Agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo que posso ter é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo".

Descobri que o amor é mais que um simples estado e enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...

Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar...

Agora simplesmente durmo para sonhar.

(Walt Disney)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vende-se cultura

A pouco mais de dois meses estou vivendo uma experiência encantadora. Na verdade, sou paga para encantar, mas, a cada dia que passa, quem sai mais e mais encantada sou eu. Vou explicar.

Desde o início da faculdade de jornalismo, faço estágios na área. Reportagem, entrevistas, assessoria de imprensa, corre para um lado, para outro, tenta falar com o fulanildo, recebe um não do sicranildo... e assim mais uma matéria fechada ao fim do expediente. Adoro! Só que agora, depois de formada, o emprego é outro. Adivinha? Vendedora! Sim, isso mesmo.


Mas Lara, você passou cinco anos pagando uma faculdade cara para se formar jornalista e virar vendedora? Calma lá. Não sou qualquer vendedora. Vendo informações, conhecimento, arte, histórias, fantasias, viagens, cultura. Vendo livros!


A experiência encantadora entra aqui. O atendimento. Já falei que adoro gente? Agora tenho a oportunidade de conhecer gente de toda parte, de várias classes sociais, gente simpática, gente arrogante, gente feia, bonita, alegre, calada, gente simples, gente que gosta de história, literatura, viagens, gastronomia, gente que gosta de jornalismo (!), artes, música, cinema, esoterismo, sexologia... gente! E o melhor: trato cada um conforme gosto de ser tratada. Sempre com atenção, disponibilidade, pronta para encontrar o que ele está procurando e deixá-lo... feliz? Satisfeito? Não. Encantado!


Quantas vezes você entrou numa loja e um vendedor surgiu, sabe Deus de onde, na sua frente, te chamou de lindo, querido (ou a melhor de todas: jovem), e tentou te empurrar um produto que você só estava olhando por curiosidade? Ou então aquele vendedor sombra, que te oferece ajuda, você diz que não precisa, mas ele gruda do seu lado. Você dá um passo para o lado e lá vem ele, aquela assombração só esperando seu próximo movimento. Detesto! Mais um ponto para meu novo emprego. Todos são livreeees! Ficar à vontade é essencial para escolher sua aquisição.


Sim, estou feliz, me divirto, trabalho sério, gosto do que faço. Se vou abandonar minha profissão? Jornalista é jornalista 24 horas por dia, sempre. Talvez eu precise de uma reciclagem para voltar a este mercado. Uma especialização, quem sabe...?! Mas por hora estou crescendo com essa experiência engrandecedora, em um ambiente sensacional, seguro, com colegas de trabalho maravilhosos, talentosos e encantadores. E o produto comercializado é da melhor qualidade: cultura!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Formação de condutores longe da ideal

Seis anos depois de atingir a maioridade, aqui estou eu tirando minha habilitação. Fiz todos os procedimentos legais, exames de sanidade mental e, enfim, a matrícula para as aulas teóricas do curso de formação de condutores. Já no início fui informada que a quantidade de horas/aula havia aumentado de 30 para 45. E lá fui eu para a "escolinha".
O primeiro conselho para quem vai iniciar o processo de habilitação: faça isso na idade certa! Minha primeira impressão ao entrar na sala de aula foi a de estar voltando para o ensino médio. Eu era praticamente a "tia" da turma. Lá estava eu, ouvindo piadinhas imaturas e provocações entre meus coleguinhas de classe. Até aí tudo bem...
Minha crítica aqui vem com relação à quantidade de horas/aula tendo em vista a quantidade e qualidade do conteúdo das aulas. Tudo bem que é importante e necessário aos novos condutores que saibam sobre direção defensiva, cidadania no trânsito com condutores e motociclistas, mecânica... no entanto, a forma como essas matérias estão sendo ministradas está longe da ideal.
A quantidade de horas aumentou, mas parece que esqueceram de aumentar, proporcionalmente, a quantidade de conteúdo. Das 45 horas que deveríamos ter tido, acredito que pelo menos cinco não existiram. Explico.
Intervalos para descanso maiores que o permitido foi somente o começo. Vídeos em língua estrangeira sem legenda também contribuiram... Aí alguém pode me questionar: "você não está sendo muito radical?" Que tal saídas de sala de aula de 20 minutos? Da professora!!! Em uma única aula contei SEIS dessas saídas... numa delas demorou 21 minutos para voltar.
No início dessa mesma aula haviam cinco alunos dormindo na carteira, três deles na primeira carteira... e o que a professora falou? "tadinhos, têm que dormir mesmo... depois do almoço dá muito sono". E dormindo continuaram. Logo veio a primeira ausência dela. Colocou um vídeo que durava mais ou menos dez minutos e saiu. O vídeo já estava passando pela segunda vez, já na metade, quando ela retornou perguntando: "vocês já decoraram o conteúdo do vídeo?". Brincadeira, né? E deu um intervalo.
Quando voltamos, 20 minutos depois, ela passou um exercício e... adivinha? Saiu de novo! Detalhe: várias questões eram de matéria não explicada. Terminamos o 'dever' e ela ainda estava fora. Cochilei e assustei quando alguém gritou: "cadê a professora?". E então, poucos minutos depois disso ela finalmente voltou! E saiu de novo!
Uma menina que estava sentada ao meu lado comentou que dava até desânimo de ir à aula, pois eram horas perdida da tarde dela. Concordo.
Quando finalmente voltou para ficar (ao menos por uma quantidade maior de tempo), ditou o gabarito sem explicar as questões. Tive que pedir, por gentileza, que explicasse ao menos as questões dos conteúdos não dados em aula. Ela falou rápido sobre o assunto, pediu que formássemos duplas e fizéssemos outro exercício...
VINTE minutos depois ela retornou à sala, ditou o gabarito, como de costume, e deu a aula como encerrada. Detalhe: faltavam 40 minutos para acabar. Mas ela não tinha mais conteúdo para aquele dia... pois tinha que dividir a matéria de 30 horas em 45. Precisávamos ter mais 30 minutos de aula (dada e explicada) no próximo dia. As horas restantes seriam para vermos vídeos, tomarmos café, cochilarmos, bater papo, riscar o caderno e, como disse uma sábia coleguinha de 18 anos, jogar no celular!

Aí entra a pergunta: por que temos tantos maus condutores nas ruas? Alguém arrisca uma resposta?

Só para constar: esse Centro de Formação de Condutores foi fechado dias depois de concluir essa turma. Soube pelo Detran que o motivo foi o alto índice de reprovação dos alunos nas provas teóricas.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nasceu com o bumbum virado para a lua

Meu primeiro parto aconteceu no finalzinho de 2009, antecipando as festividades de Natal! Calma. Eu não sou mãe ainda... fui (tele)expectadora - sim, vi pela tv - de um nascimento.
Ver uma pessoinha chegando à vida, dar as boas vindas em seus primeiros minutos de vida fora do útero é impagável. Assim foi ver o Daniel chegando. E o danadinho nasceu, como dizem, com o bumbum virado para a lua, literalmente!
Quando cheguei, a mamãe de segunda viagem estava deitadinha de lado, com aquele barrigão e uma aura divina. Seu rosto e seu sorriso transmitiam uma paz sem igual. Contou piadas, estórias engraçadas, falou como era bem tratada naquele hospital e como o lugar parecia mais um hotel. E, realmente, presenciei um tratamento cinco estrelas.
Logo, a enfermeira veio buscá-los - mamãe e papai - para a grande chegada. Fiquei no quarto, aguardando as primeiras imagens da tv-maternidade.
Daniel estava na barriga da mamãe numa posição, digamos, ousada. De costas e com a cabecinha para cima, ele não pode nascer do modo convencional, teve de ser feita uma cirurgia cesariana.
A cirurgia em si não é bonita... confesso que fiquei tensa com as imagens. Mas meu nervosismo acabou quando vi aquele bumbunzinho. E lá estava ele, grande e saudável!
Foi levado à enfermaria. Tomou bainho, vestiu uma roupinha que quase não coube (papai calculou errado o tamanho) e para surpresa da enfermeira, ficou quietinho enquanto o arrumavam. "Esse já nasceu criado", exclamou!
De repente, o momento mais emocionante (depois do parto, claro): Daniel abriu os olhinhos!!! Algumas pessoas diriam que não. Mas é que ele é nipon!

Aromas e suas sensações... Cheiro do gosto???

Que o olfato é um dos cinco sentidos, isso todo mundo está cansado de saber. No entanto, esse sentido está relacionado mais que a apenas odores, mas também a recordações e associações. Com freqüência sentimos o cheiro de um perfume que nos lembra alguém, um lugar, um momento... Esse sentido está diretamente ligado às emoções e ao depósito de memórias.
Aroma também tem gosto. E alguns têm gosto de coisas que nunca sequer provamos. Explico. Participei de um exercício em que o objetivo era sentir a fragrância de algumas ervas. Com a valeriana tive a sensação de estar sentindo o cheiro do gosto do mofo. Graças a Deus, nunca provei mofo! Já o óleo de copaíba tem cheiro de gosto de madeira. Vai entender...
Ao sentir pela primeira vez a fragrância da noz moscada tive a sensação de que o cheiro era de hortelã. Cheirei novamente e meu olfato me convenceu de que era aroma de eucalipto, como aquele desinfetante pinho sol, mas mais suave, cheiro de limpeza. Já o eucalipto mesmo, ao senti-lo, fechei os olhos e me imaginei numa sauna. Que cheiro delicioso! Ao contrário da noz moscada, sua versão moída tem fragrância bem forte, lembrando o açafrão.
O hibisto me decepcionou. Diante de tantos aromas fortes e marcantes, lá estava ele, fraquinho, quase inexistente. O saquinho plástico em que estava tinha o odor mais acentuado que o dele.
Tendo em vista a adaptação, o olfato tem grande vantagem em relação ao paladar: não é necessário ter contato direto com o objeto que está sendo percebido para que haja estímulo. Entretanto, não contive a curiosidade e, além de cheirar, provei o aniz estrelado. O aroma é de erva doce. Pensei logo, "cheiro bom, gosto bom". Para o paladar foi uma surpresa. Um misto de sabores encheram minha boca de sensações. No início doce, passando para azedo e, por fim, amargo! Incrível. Não era gosto bom, nem ruim, mas diferente.
Admito que essa foi uma experiência muito interessante. Eu não tenho costume de sentir o aroma de coisas que não como. E não tinha idéia alguma de que cheiro tinha a alfazema, por exemplo, ou um imbiriba. O primeiro é realmente enjoativo e, mais uma vez envolvendo um suposto paladar, tem aroma doce. Já o segundo, é bem fraco e suave.
Nosso olfato possui grande capacidade de adaptação, bastando pouco tempo para que nos acostumemos com a fragrância sentida e logo o odor que antes parecia muito forte ou ruim passa a ser quase imperceptível. Ainda bem.